Desde o início de março, fabricantes regionais de refrigerante enfrentam a falta de fornecimento de CO2 (dióxido de carbono) para a produção da bebida. Várias pequenas indústrias interromperam a produção ou reduziram seu ritmo por conta da escassez do insumo que é insubstituível e responsável pelas borbulhas no refrigerante.
Segundo o presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil), Fernando Rodrigues de Bairros, o problema começou quando a White Martins interrompeu a entrega de CO2 às pequenas empresas.
"Simplesmente eles mandaram um comunicado dizendo que, por motivos de força maior, liberavam a compra do contrato de exclusividade. Como é possível achar outro fornecedor de CO2 no mercado da noite para o dia?", questiona. O executivo diz que a multinacional brasileira é a maior produtora de CO2 para o setor. Sem o CO2, não é possível fazer refrigerante e a bebida vira um xarope.
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