O aumento de casos coqueluche em Minas Gerais acende o alerta das autoridades de saúde do estado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até o momento, são mais de 400 casos suspeitos e cerca de 150 confirmados da doença, com uma morte no município de Poços de Caldas, no sul de Minas. Belo Horizonte é a cidade com maior número de casos, seguida de Nova Lima.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, são números superiores aos dos anos anteriores e iguais aos números de 2019, último ano que houve registro de óbito. Segundo ele, não há surto de coqueluche, mas um alerta importante a ser dado é de que a doença é evitável e as vacinas estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“A vacina pentavalente disponível no SUS é indicada para crianças com quatro meses e protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, além de outras doenças e infecções. Tem vacina para recém-nascido com poucos meses de vida, vacina para crianças com quatro anos de idade, vacina para gestante, esta vale a gente bater na tecla, que ela traz proteção para a gestante e para o filho que irá nascer. É fundamental a gente retomar, voltar a cumprir com as metas de vacinação para coqueluche e aí sim, nós vamos parar de falar de casos e óbitos”, sinaliza.
O subsecretário diz que, até o momento, Minas Gerais superou a meta de vacinação contra coqueluche em comparação ao ano passado, mas a imunização ainda está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.
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